O que é o cultivo da amendoeira?
O cultivo da amendoeira ganhou popularidade nos últimos anos devido à sua elevada rentabilidade e aos seus múltiplos benefícios.
Benefícios e rentabilidade da amendoeira
- Elevada procura e preço estável.
- Rentabilidade a médio e longo prazo.
- Resistência à seca.
- Diversificação das fontes de rendimento.
- Mecanização e facilidade de colheita.
A produção esperada varia significativamente consoante o sistema de cultivo. Em solos de sequeiro com condições desfavoráveis, pode situar-se entre 100 e 150 kg de miolo por hectare, enquanto, em plantações bem concebidas e geridas com rega, pode ultrapassar os 2.500-3.500 kg por hectare.
Informação técnica sobre o cultivo da amendoeira
Ao planear uma plantação de amendoeiras, é fundamental ter em conta quatro aspetos essenciais. Estes devem ser analisados em conjunto durante a fase de projeto, para garantir um desenvolvimento ideal da cultura.
- Condições ambientais:
- Clima: as condições climáticas favoráveis ao bom desenvolvimento da amendoeira correspondem precisamente às características do clima mediterrânico.
- Solo: os solos soltos e permeáveis são os mais adequados, desde que proporcionem a humidade e os nutrientes de que a cultura necessita.
- Clima: as condições climáticas favoráveis ao bom desenvolvimento da amendoeira correspondem precisamente às características do clima mediterrânico.
- Escolha do material vegetal: é necessário combinar adequadamente a variedade e o porta-enxerto, de forma a melhorar o funcionamento das plantas e obter colheitas mais homogéneas, abundantes e de melhor qualidade.
- Sistemas de plantação:
- Modelo produtivo tradicional: em plantações de regadio e com variedades de vigor moderado a elevado, os compassos podem ser de 7 × 7 m, 7 × 6 m ou 6 × 6 m. Quando são utilizadas variedades de vigor moderado, podem adotar-se compassos de 6 × 6 m, 6 × 5 m ou 5 × 5 m. É importante recordar que a disponibilidade de luz constitui um fator limitante.
- Modelo semi-intensivo: os objetivos deste modelo são antecipar a entrada em produção e reduzir a mão de obra necessária para a poda. Os compassos de plantação são geralmente de 6 × 4 m, 5 × 5 m, 5 × 4,5 m, 5 × 4 m ou 5 × 3,6 m. Recomenda-se a plantação em quincôncio para otimizar a captação de luz e o aproveitamento do espaço.
- Modelo superintensivo: os compassos de plantação são reduzidos e o sistema de formação das árvores passa do vaso tradicional para um eixo ou parede frutal. Em regadio, considerando uma altura da vegetação não superior a 2,7-2,9 m, o compasso estabelecido situa-se entre 3 e 3,5 m entre linhas e entre 1 e 1,3 m entre plantas. Este modelo facilita a gestão e antecipa a entrada em produção.
- Modelo produtivo tradicional: em plantações de regadio e com variedades de vigor moderado a elevado, os compassos podem ser de 7 × 7 m, 7 × 6 m ou 6 × 6 m. Quando são utilizadas variedades de vigor moderado, podem adotar-se compassos de 6 × 6 m, 6 × 5 m ou 5 × 5 m. É importante recordar que a disponibilidade de luz constitui um fator limitante.
- Orientação: a exposição das plantas é determinada pelo declive e pela orientação da parcela, fatores que modificam a temperatura, a exposição solar e a energia recebida. No hemisfério norte, são preferíveis as parcelas orientadas a sul, por apresentarem o balanço heliotérmico mais favorável e, consequentemente, o maior potencial produtivo.
Solos e clima ideais para a amendoeira
Em solos de textura argilosa e com dificuldades de drenagem, podem surgir problemas de podridão radicular se a plantação for realizada antes de o solo atingir uma temperatura suficiente para favorecer o desenvolvimento e o crescimento das raízes. Nestes casos, recomenda-se plantar numa fase mais avançada da primavera.
Quando existe disponibilidade de água para rega, a plantação pode realizar-se no final da primavera ou no início do verão. Neste caso, o período de crescimento da planta durante o primeiro ano de estabelecimento será consideravelmente reduzido.
É muito importante elaborar mapas dos solos da futura plantação com os seguintes objetivos:
- Definir unidades homogéneas para a gestão da rega.
- Servir de base para o projeto do sistema de rega.
- Identificar zonas com limitações.
- Identificar as unidades de monitorização da humidade do solo.
- Definir parcelas homogéneas para otimizar a produção.
- Minimizar os impactos ambientais.
A amendoeira pode alcançar uma produção rentável quando se combinam uma rega adequada, uma fertilização equilibrada e boas práticas de cultivo.

Rega no cultivo da amendoeira
Atualmente, para alcançar produções elevadas, é necessário melhorar especialmente a gestão da rega. Alguns exemplos de melhoria são:
- Aumento da utilização de sistemas de rega gota a gota.
- Utilização de sensores de humidade do solo para programar as regas.
- Automatização das instalações.
- Maior conhecimento da influência da rega em aspetos relacionados com a fisiologia da amendoeira.
A rega desempenha um papel fundamental para garantir uma boa floração, vingamento e desenvolvimento do fruto.
O stress hídrico —falta de rega— provoca efeitos adversos em diferentes fases da cultura:
- No início do desenvolvimento do fruto, durante a primavera, provoca uma redução do seu tamanho.
- No período próximo da maturação dos frutos, provoca uma abertura insuficiente da casca.
- Após a colheita, provoca uma redução da produção do ano seguinte.
- Desde o final de abril até ao início de junho, provoca uma redução do peso final da colheita.
- Durante a maturação, provoca perda de peso.
Por outro lado, a rega é fundamental para obter um volume radicular significativo e, consequentemente, um maior volume foliar e uma produção mais elevada.
Relativamente ao espaçamento entre gotejadores, é essencial conhecer o tipo de solo. Recomenda-se uma distância de 50 cm em solos arenosos e de 75 cm nos solos mais pesados.
Quanto ao caudal dos emissores, é aconselhável que não seja elevado. Consoante o espaçamento entre eles, poderá variar entre 1,6 e 2,2 l/h.
Métodos de rega para amendoeiras: vantagens e desvantagens
Em solos pouco férteis e profundos, nas plantações superintensivas, recomenda-se a instalação de duas linhas de rega gota a gota, que devem ser afastadas progressivamente da árvore. Nas plantações semi-intensivas, devem instalar-se sempre duas linhas.
Outra modalidade também utilizada é a rega gota a gota subterrânea. As linhas de rega devem ser instaladas a uma profundidade entre 20 e 40 cm, dependendo das características do solo, mantendo uma distância de cerca de 30 cm em relação às árvores.
A rega enterrada apresenta as seguintes vantagens:
- Minimiza as perdas por evaporação direta.
- Permite utilizar águas residuais tratadas.
- Reduz a presença de infestantes.
- Diminui o risco de danos provocados por roedores.
Como desvantagens:
- Risco de intrusão radicular nos gotejadores.
- Necessidade de melhorar o projeto da instalação para evitar fenómenos de sucção nos gotejadores.
- Maior custo de instalação.

Como otimizar a rega gota a gota em amendoeiras?
Dada a importância de realizar uma rega extremamente precisa, a utilização de sondas de humidade é fundamental, pois permite conhecer o que está a acontecer na zona radicular da amendoeira e, consequentemente, tomar decisões relacionadas com a rega.
O aumento da superfície ocupada por plantações de amendoeira, juntamente com a escassez de água, conduziu à implementação de estratégias de rega deficitária controlada (RDC).
A RDC baseia-se na redução da rega durante as fases em que a árvore tolera melhor a seca. Por esse motivo, este tipo de estratégia depende de informação precisa tanto sobre o estado fenológico da cultura como sobre a disponibilidade de água no solo.
Soluções de rega disponibilizadas pela Caudal
Na CAUDAL, disponibilizamos produtos de elevada qualidade que nos permitem responder ao desafio das instalações de rega em amendoeiras.
Tubagens PE100 com certificação AENOR e PE40 para condutas primárias e secundárias.
Tubagem com gotejador integrado PC700: equipada com um sistema de autocompensação de última geração, um amplo filtro de entrada e passagens internas de grandes dimensões. Apresenta uma gama de caudais ideal para a amendoeira, entre 1,1 e 2,2 l/h. Está disponível em tubagens de 16 e 20 mm de diâmetro e em versão antissifão (AS), que evita a entrada de partículas no interior do gotejador.
Para instalações de rega enterrada, dispomos da tecnologia Rootguard, que impede a entrada das raízes no gotejador e garante o correto funcionamento da instalação.
A experiência, a qualidade e a inovação fazem dos produtos CAUDAL para a rega de amendoeiras a solução ideal.